O que aconteceu
O Cade, órgão de defesa da concorrência, arquivou o processo contra o iFood aberto pela empresa de delivery do Magalu. A denúncia questionava a exclusividade que o iFood pratica com restaurantes. Pelos títulos das duas fontes, trata-se do mesmo caso, apresentado pelo aiqfome.
As fontes consultadas não detalham os motivos do arquivamento, a data da decisão nem se cabe recurso. Também não trazem números sobre a exclusividade. Por isso, vale acompanhar a divulgação da decisão antes de tirar conclusões além do fato em si.
O que muda para o seu restaurante
Na prática, a decisão não traz nenhuma mudança imediata de regra. O Cade não levou adiante a denúncia, então não há, por esse caminho, uma pressão externa para o iFood alterar o que faz hoje. Quem esperava mais concorrência entre apps por decisão regulatória não deve contar com isso agora.
Para o dono de restaurante, a conclusão é pragmática: a dependência do iFood continua sendo uma decisão sua, não do regulador. Quanto mais do seu faturamento passa por um único app, menor o seu poder de negociar taxa, campanha e prazo.
O ponto central é a margem. Faturar bastante no app não diz quanto sobra depois de comissão, taxa de entrega, promoção e custo do prato. Só dá para saber o peso real do iFood no lucro olhando produto por produto e canal por canal.
Como se programar
- Calcule que parte do seu faturamento vem do iFood e que parte vem de outros canais.
- Descubra a margem de contribuição dos seus pratos mais vendidos no iFood e compare com a do cardápio próprio.
- Se você tem contrato ou plano com benefício atrelado a exclusividade, releia as cláusulas e avalie o que ganha e o que deixa de ganhar.
- Monte um canal próprio de pedidos e use a base de clientes para estimular a recompra fora do app.
- Acompanhe a divulgação oficial da decisão do Cade para saber os motivos do arquivamento.
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes abaixo e revisado pela equipe Breakr antes da publicação.
